22 de maio de 2008

Mais uma bizarrice



"They try to make me go to rehab and I say yes, yes, yes."

Do jeito que as coisas andam, acho que nem a reabilitação vai adiantar para a cantora inglesa Amy Winehouse. Ela se tornou uma das minhas preferidas nos últimos tempos, mas a cada dia que passa, vê-la nas condições em que está é de partir o coração. Este vídeo que anda rodando a web é no mínimo nojento. Amy e Pete Doherty - seu novo "amiguinho", do grupo Babyshambles - exibem graciosos filhotinhos de ratos. Ai, comecei a me coçar de novo.

15 de maio de 2008

O poder da maquiagem

Foto: Jairo Goldflus

Abri o site do BOL para checar os e-mails e vi a foto acima. Imaginei que fosse mais uma "notícia" de algum barraco da Courtney Love e, como eu gosto da moça - apesar de achar que ela teve participação no "suicídio" do Kurt Cobain - acessei. Mas não, não era a Courtney e sim o ator Cauã Reymond, em ensaio para divulgar o blog da agência de comunicação Officecomm. Muito bom! Tudo bem que não é a primeira vez que artistas encarnam outras personalidades em ensaios fotográficos, mas esse ficou simplesmente demais. Além do Cauã, outros atores que também participam do cast da agência incorporaram ídolos da música internacional. O Marcelo Novaes de David Bowie está perfeito e, Jonathan Haagensen de Jimmy Hendrix? Uniu o útil ao agradável! Bem mais agradável, vamos combinar. Vale a pena dar uma olhadinha.


Som do dia: Mr. Pitiful (Matt Costa)

10 de maio de 2008

Cariocas não gostam de dias nublados (?)

Foto: Patty Almeida

Com uma cara de satisfação e uma voz aconchegante ele, que acabara de acordar ao meu lado, disse "que clima de montanha". Eu olhei para a janela e vi concreto, concreto e concreto. É, ele deveria estar sonâmbulo. Mas o Rio de Janeiro estava realmente nublado, frio, chuvoso e para esses dias tenho uma trilha sonora ideal, bem "chocolate quente". Bem que eu poderia ter ficado em casa curtindo meus CDs, ao invés de ter enfrentado aquele formigueiro consumista em prol do dia das mães.

Sugestões de álbuns para ouvir em dias frios:

- All The Lost Souls - James Blunt
- A Rush Of Blood To The Head - Coldplay
- Corinne Bailey Rae - Corinne Bailey Rae
- Be not Nobody - Vanessa Carlton
- Catching Tales - Jamie Cullum

Sem mais.

4 de maio de 2008

Observações

Tijuca, Zona Norte do Rio, mais especificamente na rua Dr. Satamini, esquina com a Afonso Pena. Faltam quinze para as oito da noite. Um senhor de óculos e cabelos grizalhos balança a cabeça em sinal de desaprovação e diz indignado "que horror". Seu olhar se direciona a alguns metros mais adiante e observa a imagem de uma jovem mulher, aparentemente de classe média, andando alegremente ao lado de um menino. Sem dúvida eram mãe e filho, e o papo entre os dois estava animadíssimo. O menino parecia ter em torno de 11 anos e era conduzido por sua genitora por um interessante acessório: uma coleira rosa (!!!) presa em sua cintura. Ao dobrar o quarteirão, a dupla se depara com uma mulher idosa que conduz um lindo e vistoso chow chow também pela coleira. A mãe comenta com sua cria "viu, ele também usa uma, igual a você". O menino por sua vez declara em alto e bom som, cheio de orgulho "a minha é mais bonita, é de metal puro!"

Moral da história: parem o mundo que eu quero descer.

"Na minha autobiografia vou contar detalhes, e não só desse encontro (com Ronaldo). Já saí com vários famosos, mas ele foi o único que me deu calote."
O travesti Andréia Albertini.


Som do dia: Mercy (Duffy)

24 de abril de 2008

Empurrando Margaridas

Não consigo ser fiel a séries de TV de jeito nenhum. Tenho que usar alarmes e encher o quarto de post-its para lembrar que elas existem. Apesar disso, há três quintas-feiras venho mantendo um caso de amor com Pushing Daisies. Já disse por aqui que não sou muito fã de "burburinhos", do tipo "você tem que ver, tem que ouvir", mas a história de Ned (Lee Pace), um confeiteiro com peculiares dons sobrenaturais tem um roteiro incontestavelmente criativo.

Série americana da ABC e exibida aqui no Brasil pela Warner, com um visual intensamente colorido e alguns toques de bizarrice Pushing Daisies se desenrola a partir da descoberta de Ned, ainda criança, de que tem o poder de matar e ressucitar seres vivos com um simples toque. Só que para cada pessoa ressucitada que permanece viva por mais de um minuto outra morre e, caso ele toque o ressucitado novamente, a morte é eterna. Parece confuso, não? A grande sacada é que com este poder o confeiteiro passa a desvendar mortes em troca de recompensa, em parceria com um detetive local, e inicia um bonitinho e interessante conto de fadas, quando traz de volta à vida o amor da infância Charlotte Charles (Anna Friel). O fato de ele evitar tocá-la a qualquer custo rende cenas de beijos com lábios separados por plásticos de embalagem, mãos dadas por meio de luvas e frases como "dê um abraço nela por mim". Lindíssimo! Além disso, Ned tem que conviver com o terrível segredo de que, quando criança, matou o pai da amada acidentalmente.

Tudo bem que dá certa agonia essa história de ele não poder tocar as pessoas, mas é o que atribui mais expectativa à trama. A série tem ainda um narrador em off que ajuda a desenrolar a história, e conta com uma pitada de um humor um tanto sarcástico, drama, momentos musicais e boas doses de suspense. Tudo isso torna Pushing Daisies uma produção original e digna de seu sucesso.

Pushing Daisies - quinta-feira, às 21h na Warner.


Som do dia: Daughters (John Mayer)

16 de abril de 2008

Breve recesso

CÉREBRO EM CHAMAS

Breve recesso. Volto quando tiver vontade.



Som do dia: There there (Radiohead)

6 de abril de 2008

Mais uma vez

Fico incomodada quando começam a surgir esses booms no mundo musical. O nome fica espalhado em todas as mídias, as pessoas começam a perguntar "você já escutou fulano?" Mas o legal dessa menina é que ela tem apenas 15 anos! E fez um uso bastante inteligente da internet, como forma de divulgar suas músicas. Fã de Bob Dylan, o tal fenômeno, conhecido pelo nome de Mallu Magalhães, faz um som meio folk, meio rock, meio country. Para a idade que tem, até que a paulista é boa sim. *

Xylophones - Mallu Magalhães


"Precisei encontrar um jeito de manter as pessoas afastadas da minha vida privada. Senão, a mídia ia acabar roubando minhas calças."
O cantor americano Justin Timberlake.

30 de março de 2008

Mulherzinha


Feche os olhos, respire fundo, você está de pé em um conversível, sinta o vento batendo em seu rosto, olhe que ar puro, o suficiente para você respirar.

Sempre achei uma palhaçada essa lei de vagão exclusivo para as mulheres. Sexo frágil é a mãe! Além disso, assim como um bando de homens te encostando, um bando de mulheres te encostando não deixa de ser contato físico em demasia, o que me dá certo embrulho no estômago. Até que passei a utilizar o metrô diariamente. Via o vagão com a tarja rosa passando vazio, com mulheres lendo seus livros tranqüilamente, fresquinhas em um local refrigerado. Resolvi então fazer uso do recurso, quando desprovida de alguma companhia masculina.

Sofri uma baita de uma desilusão. Que horror que é esse vagão da tarja rosa. É muita mulher no universo! Desisti de ler meus livros e nem mesmo o som alto do mp3 abafa todas aquelas vozes afeminadas falando de homens, tragédias, fofocas, cabelos. Me sinto o Mel Gibson no filme "Do que as mulheres gostam". Voltei a ter princípios de claustrofobia. Vou meditando até chegar naquela estação em que parece que abriram as portas de uma loja em liquidação. Saio então do meu transe. Cadê os vagões para leitores, claustrofóbicos, pessoas de TPM ou coisas do tipo?

Só um desabafo.*

"Quem foi o grande pacificador do conflito entre Colômbia e Equador? Foi o Chávez. Por isso, ao ex-guerrilheiro, hoje pacificador, meus parabéns."
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Som do dia: 4 minutes to save the world (Madonna ft. Justin Timberlake & Timbaland)

22 de março de 2008

Escolhas

Quinta-feira da semana santa e sempre tem aquela pessoa que grita: "churrascão na minha casa amanhã, hein".

Lembro-me dos tempos de criança. Sexta-feira era dia de luto. Além de não poder comer carne, nada de escutar música, nada de correr pela casa, brincar com os amiguinhos? Somente depois do meio-dia, e soltar algum palavrão era falta grave - coisa que perdura até hoje, em qualquer situação, eu que o diga. Quanto aos motivos, "é falta de respeito, os antigos assim diziam". E o questionamento parava por aí.

Hoje em dia, muitas coisas mudaram. "Por isso que o mundo tá todo pelo avesso", minha mãe diz. Cada um tem suas crenças, seus hábitos, ainda que fazer uma performance à la Beyoncè com o som nas alturas em plena sexta-feira santa seja motivo para olhares atravessados dos mais velhos. Porém, algumas coisas se perpetuam, talvez por um peso na consciência. Ainda lembro do rodízio do ano passado, em que todos separávamos a calabreza e o presunto da pizza. "É melhor não contrariar, né".

Ainda acredito que esta data tenha um significado menos superficial do que a contemporaneidade pensa. Mas, que cada um consiga reconhecer o limite do seu próprio espaço. E isso a humanidade ainda não aprendeu. "O mundo tá todo pelo avesso", minha mãe diz... Feliz Páscoa*



"Não é todo dia que acontece uma 'ocorrência' dessas".
Um policial do Bope, se referindo à visão privilegiada que teve do ensaio nu da Mulher Melancia, feito em uma favela do Catete, a 100 metros do batalhão.


Som do dia: Vermelho (Vanessa da Mata)

3 de março de 2008

Diet

Eis que dava meus passos apressados pela rua, quando algo me fez reduzir a velocidade. Em uma dessas revistas "engana-mulheres" lê-se em letras vermelhas garrafais a chave para o sucesso: a dieta do sangue.

Talvez alguém já tenha ouvido falar nessa, mas como meu tipo físico me faz ter fobia a papos do gênero, fiquei intrigada com essa "novidade". Parei para pensar em que consistia tal tratamento. Seria uma atitude vampiresca, que levaria as mulheres a assaltarem os bancos de sangue dos hospitais?

Descobri que a dieta, que foi publicada no livro Eat Right 4 Your Type, do médico americano Peter D'Adamo, consiste em reeducar a alimentação de acordo com o tipo sanguíneo da pessoa. Para atingir o peso ideal, basta comer alimentos seguindo uma lista nutricional feita de acordo com o sangue do paciente. Segundo o autor, cada grupo possui características que determinam a dieta. Exemplo:

* Sangue Tipo O - caçadores, ativos e musculosos, devem seguir uma dieta rica em carnes.

* Sangue Tipo A - cultivadores, grupo que surgiu junto com a prática da agricultura. Deve-se evitar carnes vermelhas.

* Sangue Tipo B - nômades, com um sistema imunológico mais forte e sistema digestivo flexível. Único grupo sangüíneo que tolera sem problemas derivados de leite.

* Sangue Tipo AB - grupo que teria evoluído a partir dos grupos A e B. A dieta para esse grupo é baseada na dieta dos grupos sanguíneos A e B.

E agora, será que finalmente descobriram o segredo da Gisele Bündchen?

"O meu filho ficou muito contente com a receptividade dos colegas."
William Ribeiro, pai do garoto João Victor, de 8 anos, que passou chutando no vestibular de Direito da Unip, de Goiás.



Som do dia: Tears dry on their own (Amy Winehouse)