27 de dezembro de 2008

Twilight: febre também nas telonas

Quer saber qual a dimensão do sucesso do romance entre Edward e Bella? Vá ao banheiro (feminino) do cinema depois de uma sessão de Crepúsculo. Meninas suspirando, discutindo ansiosas cada detalhe da história e dando vários gritinhos de "ai, ele é lindo". A história de amor entre o enigmático e atraente vampiro (Robert Pattinson) e a destemida e apaixonada mocinha (Kristen Stewart) saiu dos livros e projetou o sucesso nas telonas. Twilight (no original), a versão para o cinema do livro homônimo - o primeiro da série escrita pela americana Stephenie Meyer -, estreou na semana passada em segundo lugar nas bilheterias brasileiras. Com uma narrativa envolvente, bem diferente das histórias de vampiro tradicionais, e uma fotografia mágica, Crepúsculo é um romance moderno cheio de ação, conflitos e passagens para fazer qualquer menina sentir aquele frio na barriga típico da adolescência - sim, o grau de melosidade vai por aí mesmo. Contudo, a falta de fidelidade ao livro deixou os fãs mais devotos bastante decepcionados, gerando duras críticas à produção. O filme do segundo livro da série, que já conta com cinco publicações, está à caminho. Confira o trailler do filme:




Mais sobre Crepúsculo:

- Leia a sinopse do livro.
- Para fãs, filme deixou a desejar. Leia mais.
- Crepúsculo no Brasil: visite Twilighters.com

20 de novembro de 2008

Vinte de novembro

Consciência negra. Por que só hoje?

Sempre.

Beleza, caos e romance em Barcelona


Você pode ler de Freud a Sheakspeare e continuar sem entender os relacionamentos amorosos. Então, que tal assistir a Woody Allen? Em Vicky Cristina Barcelona você acompanha o desenrolar de um triângulo amoroso divertido e caótico em meio à sensualidade da Espanha e ao som dos mágicos violões espanhóis. Javier Bardem está exoticamente sedutor neste filme, se envolvendo em um relacionamento conturbado e intenso - haja intensidade - com uma Scarlett Johansson (Cristina) aventureira e uma Penélope Cruz estonteante, que rouba completamente a cena no papel da neurótica Maria Elena. Além do trio, Rebecca Hall cumpre bem o papel da certinha Vicky, melhor amiga de Cristina que também acaba se rendendo aos encantos do moço. Imperdível para os amantes de plantão. E caso você vá de casalzinho, é quase impossível não rolar aquela DR básica depois do filme, o que pode render um final feliz. Ou não.

10 de novembro de 2008

II Encontro de Cinema Negro começa nesta semana


De 13 a 24 de novembro, aqui no Rio, acontece o II Encontro de Cinema Negro Brasil, África e América Latina. O evento, idealizado pelo cineasta Zózimo Bulbul, vai contar com mostras de filmes, seminários e oficinas, com o objetivo de divulgar e propor uma reflexão a respeito da influência africana na identidade cultural do Brasil e da América Latina. O encontro acontecerá em vários pontos da cidade, como no Cinema Odeon BR, no Centro Cultural Justiça Federal, em uma tenda na Lapa e no Espaço Tom Jobim. Além disso, acontecerão encontros diários pela manhã no Centro Afro Carioca de Cinema. Saiba mais em www.revistaspeculum.wordpress.com.

2 de novembro de 2008

O quebra-cabeça está quase completo


Apesar de ter virado fã da série - o que está na lista dos meus gostos duvidosos - fui ao cinema bastante desconfiada. Afinal de contas, filmes de terror/suspense com várias seqüências acabam caindo no non sense e Jogos Mortais 4 havia sido bem chatinho. Mas, este último filme da série tirou os fãs de molho. Assim como o terceiro, Saw 5 (no original) foi totalmente explicativo e bem menos sangrento (consegui virar o rosto menos vezes). As peças deste quebra-cabeça, que vem sendo montado desde a primeira produção, em 2004, finalmente se encaixaram. Ou seja, nem tente ver este caso você não tenha assistido a nenhum filme da série. E sim, no ano que vem teremos o sexto - e último, segundo rumores - jogo mortal. Mais um ano inteirinho até saber o que tinha na caixa que Jigsaw deixou para sua ex-mulher. Que tortura.

19 de outubro de 2008

Jigsaw está de volta!


Resolvi quebrar o recesso para compartilhar a alegria com os fãs: depois de vários trailers fakes e questionamentos sobre como continuarão a história de Jigsaw sem perder o sentido, chegou a resposta. No dia 31 de outubro estréia nos cinemas nacionais o quinto filme da série "Jogos Mortais", que chegará às salas dos EUA no próximo dia 24. Agora é só esperar!

16 de setembro de 2008

See you soon


Temporariamente fechado.

16 de agosto de 2008

A saga de Lanna Jacomo

Você passaria três meses de sua vida dividindo o mesmo espaço que esta pessoa?

Este é o primeiro capítulo da saga de Lanna Jacomo.



DROPS:

- À primeira vista, ela era um cabelo estiloso e um sorriso cativante nas prateleiras de uma loja de CDs. Mas depois ela virou Esperanza Spalding, indispensável para quem gosta de um jazz com cheirinho de presente novo. Escute em www.myspace.com/esperanzaspalding.

- Nunca tinha escutado nada desta menina antes de ir esta semana ao show de lançamento do CD "Com essa cor", cuja faixa homônima entrou para a trilha sonora da novela "Ciranda de Pedra". Monique Kessous é uma artista maravilhosa e merece ir longe. Escute em www.myspace.com/moniquekessous.

That's all folks...

21 de julho de 2008

O truque da Amy

Você nunca teve vontade de saber como a Amy Winehouse deixa o cabelo daquele jeito? Eu sim! Sempre achei o cúmulo do fashion. Mas vou te dizer, este passo a passo ensinado por um cabelereiro americano é bem complicadinho. Ainda assim vale a pena dar uma olhada e matar a curiosidade. Tudo bem que hoje em dia a Amy não consegue nem mesmo manter a si mesma em pé, quanto mais aquele ninho craniano né, vamos combinar.

13 de julho de 2008

Um amor de super-herói


Estou perdidamente apaixonada. E o nome desta paixão é Hancock. Will Smith continua sendo o cara e vale cada centavo chorado que se paga para ir ao cinema. Até porque um ser capaz de tornar um roteiro fraco e batido como o de Eu Sou a Lenda em um filme interessante merece certa consideração. E Will continua em forma - a física então, que espetáculo! A idéia de um super-herói alcoólatra, vagabundo, desastrado e arremessador de crianças é o cúmulo do antagonismo, e é isso que deixa Hancock ainda mais adorável. Outro ponto realmente interessante desta produção é o equilíbrio entre as doses de comédia e de drama da história. É impossível não se derreter por Hancock ao acompanhar a transformação daquela ameaça à sociedade, cheia de fraquezas e dilemas emocionais em um herói aclamado, de uniforme e tudo. Ai, é de sair suspirando do cinema. Mas, o mais intrigante disto tudo é um filme que retrata um super-herói negro ser sucesso de bilheteria justamente nestes tempos de Obama. Que coincidência, não? Enfim, good job.

12 de julho de 2008

Sing, sing, sing


De um dos computadores em cima da mesa de madeira daquela sala com uma incrível vista para a praia de Botafogo - o que me faz agradecer todos os dias por ser carioca -, começaram a vir músicas que eu não ouvia há um bom tempo. Entre elas Sing, do Travis. Quando o hit estourou, entre 2001 e 2002, me apaixonei pelo som meio folk aliado ao quê de britpop da banda. Mas só ontem me lembrei que tinha deixado de acompanhar os escoceses e recordei também que minha irmã, fã de Britney Spears, tinha me enviado recentemente o endereço do MySpace dos meninos, dizendo "é a sua cara". Na página estão algumas faixas do ótimo álbum The Boy With No Name, de 2007, além de Love Will Come True, faixa do álbum 12 Memories, de 2003, e o novo single J. Smith. Ideal para escutar neste friozinho metido a europeu que se instala ainda tímido aqui no Rio de Janeiro, já que sim, sou uma pessoa invernal, apesar de sofrer mais de frio do que a maioria dos seres humanos. Abra o MySpace do Travis e deixe rolar.

28 de junho de 2008

Contagem regressiva para Shyamalan


Tanto filme bom entrando em cartaz e eu continuo mantendo o meu vício pelo Shyamalan. Tudo bem que Corpo Fechado não foi lá essas coisas, mas O Sexto Sentido é inesquecível. Vamos combinar, "I see dead people" foi a frase do ano. E parou por aí. Todos os sucessores do fenômeno de 1999 foram uma experiência bem infeliz. Apesar disso, assistir aos filmes do diretor se tornou uma espécie de TOC. Sigo com a esperança de que vou ver um final incrível como aquele, que rendia infinitas discussões em que sempre algum gostosão dizia já ter percebido que o Bruce Willis estava morto o tempo todo. Contudo, este vício permitiu-me perceber o caráter ativista de Shyamalan, principalmente depois de A Vila (2004). Ele se especializou em uma sucessão de produções que tentam dar uma lição de moral à sociedade e acabam sendo entendidas como "não vejam mais os meus filmes". Neste último, o cineasta indiano não podia perder o gancho da era ecologicamente correta para falar que a natureza grita "basta!". Em Fim dos Tempos - estrelado por Mark Wahlberg e a linda Zooey Deschanel -, uma substância tóxica começa a se espalhar pelo ar em várias cidades norte-americanas, o que faz com que as pessoas percam os sentidos e o senso de preservação, cometendo suicídio. O grande vilão do thriller, na verdade, acaba sendo o próprio ser humano. Ao acender das luzes surgem aqueles burburinhos, pessoas batendo nas poltronas e xingando toda a geração da família do cara. Gente, é como ver Tarantino, você já sabe o que vai sair da laranja. Tá bom, Tarantino é mais divertido. Mas se for para gastar dinheiro, tenha a consciência de que irá assistir a um filme do Shyamalan pós-Sexto Sentido. Ainda assim, aconselho tratamento.

13 de junho de 2008

Closed

Breve recesso.

5 de junho de 2008

Nós somos da pátria a guarda, fiéis soldados, por ela amados


"Existe coisa melhor para um homossexual do que tomar banho com um monte de homem pelado e sarado?"
O sargento Laci Marinho de Araújo - em depoimento à revista Época desta semana -, que foi detido pela Polícia do Exército por deserção, após aparição no programa de Luciana Gimenez na Rede TV, junto com o companheiro, também sargento. Os dois alegaram que tinham medo de morrer se fossem presos pela PE.


Nas cores de nossa farda rebrilha a glória, fulge a vitória...


Sargento gay detido pelo Exército chora muito e altera momentos de agressividade - O Globo

Eles são do exército. Eles são parceiros. Eles são gays - Revista Época

22 de maio de 2008

Mais uma bizarrice



"They try to make me go to rehab and I say yes, yes, yes."

Do jeito que as coisas andam, acho que nem a reabilitação vai adiantar para a cantora inglesa Amy Winehouse. Ela se tornou uma das minhas preferidas nos últimos tempos, mas a cada dia que passa, vê-la nas condições em que está é de partir o coração. Este vídeo que anda rodando a web é no mínimo nojento. Amy e Pete Doherty - seu novo "amiguinho", do grupo Babyshambles - exibem graciosos filhotinhos de ratos. Ai, comecei a me coçar de novo.

15 de maio de 2008

O poder da maquiagem

Foto: Jairo Goldflus

Abri o site do BOL para checar os e-mails e vi a foto acima. Imaginei que fosse mais uma "notícia" de algum barraco da Courtney Love e, como eu gosto da moça - apesar de achar que ela teve participação no "suicídio" do Kurt Cobain - acessei. Mas não, não era a Courtney e sim o ator Cauã Reymond, em ensaio para divulgar o blog da agência de comunicação Officecomm. Muito bom! Tudo bem que não é a primeira vez que artistas encarnam outras personalidades em ensaios fotográficos, mas esse ficou simplesmente demais. Além do Cauã, outros atores que também participam do cast da agência incorporaram ídolos da música internacional. O Marcelo Novaes de David Bowie está perfeito e, Jonathan Haagensen de Jimmy Hendrix? Uniu o útil ao agradável! Bem mais agradável, vamos combinar. Vale a pena dar uma olhadinha.


Som do dia: Mr. Pitiful (Matt Costa)

10 de maio de 2008

Cariocas não gostam de dias nublados (?)

Foto: Patty Almeida

Com uma cara de satisfação e uma voz aconchegante ele, que acabara de acordar ao meu lado, disse "que clima de montanha". Eu olhei para a janela e vi concreto, concreto e concreto. É, ele deveria estar sonâmbulo. Mas o Rio de Janeiro estava realmente nublado, frio, chuvoso e para esses dias tenho uma trilha sonora ideal, bem "chocolate quente". Bem que eu poderia ter ficado em casa curtindo meus CDs, ao invés de ter enfrentado aquele formigueiro consumista em prol do dia das mães.

Sugestões de álbuns para ouvir em dias frios:

- All The Lost Souls - James Blunt
- A Rush Of Blood To The Head - Coldplay
- Corinne Bailey Rae - Corinne Bailey Rae
- Be not Nobody - Vanessa Carlton
- Catching Tales - Jamie Cullum

Sem mais.

4 de maio de 2008

Observações

Tijuca, Zona Norte do Rio, mais especificamente na rua Dr. Satamini, esquina com a Afonso Pena. Faltam quinze para as oito da noite. Um senhor de óculos e cabelos grizalhos balança a cabeça em sinal de desaprovação e diz indignado "que horror". Seu olhar se direciona a alguns metros mais adiante e observa a imagem de uma jovem mulher, aparentemente de classe média, andando alegremente ao lado de um menino. Sem dúvida eram mãe e filho, e o papo entre os dois estava animadíssimo. O menino parecia ter em torno de 11 anos e era conduzido por sua genitora por um interessante acessório: uma coleira rosa (!!!) presa em sua cintura. Ao dobrar o quarteirão, a dupla se depara com uma mulher idosa que conduz um lindo e vistoso chow chow também pela coleira. A mãe comenta com sua cria "viu, ele também usa uma, igual a você". O menino por sua vez declara em alto e bom som, cheio de orgulho "a minha é mais bonita, é de metal puro!"

Moral da história: parem o mundo que eu quero descer.

"Na minha autobiografia vou contar detalhes, e não só desse encontro (com Ronaldo). Já saí com vários famosos, mas ele foi o único que me deu calote."
O travesti Andréia Albertini.


Som do dia: Mercy (Duffy)

24 de abril de 2008

Empurrando Margaridas

Não consigo ser fiel a séries de TV de jeito nenhum. Tenho que usar alarmes e encher o quarto de post-its para lembrar que elas existem. Apesar disso, há três quintas-feiras venho mantendo um caso de amor com Pushing Daisies. Já disse por aqui que não sou muito fã de "burburinhos", do tipo "você tem que ver, tem que ouvir", mas a história de Ned (Lee Pace), um confeiteiro com peculiares dons sobrenaturais tem um roteiro incontestavelmente criativo.

Série americana da ABC e exibida aqui no Brasil pela Warner, com um visual intensamente colorido e alguns toques de bizarrice Pushing Daisies se desenrola a partir da descoberta de Ned, ainda criança, de que tem o poder de matar e ressucitar seres vivos com um simples toque. Só que para cada pessoa ressucitada que permanece viva por mais de um minuto outra morre e, caso ele toque o ressucitado novamente, a morte é eterna. Parece confuso, não? A grande sacada é que com este poder o confeiteiro passa a desvendar mortes em troca de recompensa, em parceria com um detetive local, e inicia um bonitinho e interessante conto de fadas, quando traz de volta à vida o amor da infância Charlotte Charles (Anna Friel). O fato de ele evitar tocá-la a qualquer custo rende cenas de beijos com lábios separados por plásticos de embalagem, mãos dadas por meio de luvas e frases como "dê um abraço nela por mim". Lindíssimo! Além disso, Ned tem que conviver com o terrível segredo de que, quando criança, matou o pai da amada acidentalmente.

Tudo bem que dá certa agonia essa história de ele não poder tocar as pessoas, mas é o que atribui mais expectativa à trama. A série tem ainda um narrador em off que ajuda a desenrolar a história, e conta com uma pitada de um humor um tanto sarcástico, drama, momentos musicais e boas doses de suspense. Tudo isso torna Pushing Daisies uma produção original e digna de seu sucesso.

Pushing Daisies - quinta-feira, às 21h na Warner.


Som do dia: Daughters (John Mayer)

16 de abril de 2008

Breve recesso

CÉREBRO EM CHAMAS

Breve recesso. Volto quando tiver vontade.



Som do dia: There there (Radiohead)